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Segurança

Como criar uma chave de acesso (passkey) na Conta do Google

Uma chave de acesso (passkey) permite entrar na Conta do Google usando a impressão digital, o rosto ou o bloqueio de tela do aparelho. Ela é uma alternativa à senha e costuma ser mais resistente a páginas falsas de login, desde que você a crie somente em dispositivos que controla.

Neste guia, mostro o caminho oficial para configurar a passkey no celular ou computador, como entrar em outro PC usando o telefone e quais cuidados evitam transformar um aparelho compartilhado em uma porta aberta para sua conta.

Monitores de câmeras de segurança representam a proteção de uma conta digital
Passkeys atacam um problema específico: reduzir a dependência de senhas e dificultar o uso de páginas falsas de login.

O que é uma passkey e por que ela é diferente de uma senha?

Uma passkey é uma credencial baseada em criptografia de chave pública. Em termos simples, o serviço fica com uma chave pública e o seu dispositivo protege a chave privada. Quando você desbloqueia o aparelho, ele prova que possui a parte correta sem enviar uma senha para o site.

O padrão técnico por trás desse mecanismo é o WebAuthn, documentado pelo W3C. A credencial fica vinculada ao serviço para o qual foi criada, e o navegador e o sistema operacional participam da confirmação. Por isso, uma página falsa não deveria conseguir reaproveitar a passkey do site verdadeiro.

Isso não significa que a conta ficou invulnerável. Quem tiver acesso a um aparelho desbloqueado pode tentar abrir a conta, e a recuperação de acesso continua importante. O Google também mantém senha e outros métodos de recuperação; criar uma passkey não apaga automaticamente esses fatores.

Como criar uma chave de acesso na Conta do Google

O caminho é praticamente igual no Android, iPhone, iPad, Windows, macOS e ChromeOS compatíveis:

  1. Abra myaccount.google.com/signinoptions/passkeys e entre na conta correta.
  2. Selecione Criar uma chave de acesso.
  3. Desbloqueie o celular ou computador com impressão digital, reconhecimento facial, PIN, senha do sistema ou padrão, conforme o aparelho.
  4. Confirme a criação e volte à lista para conferir o dispositivo registrado.

Crie a passkey apenas em um aparelho pessoal. O próprio Google alerta que qualquer pessoa capaz de desbloquear o dispositivo poderá usar a credencial criada nele. Em um computador de uso coletivo, prefira não salvar a chave e use outro método de login.

Requisitos e compatibilidade

Na página de ajuda consultada em 22 de agosto de 2026, o Google informa suporte a computadores com Windows 10, macOS Ventura ou ChromeOS 109 (ou versões posteriores), celulares com Android 9 ou iOS 16 (ou versões posteriores) e chaves de segurança de hardware compatíveis com FIDO2. A lista pode mudar com novas versões.

Também é necessário ter o bloqueio de tela ativado. Para usar a passkey do celular em um computador, o Bluetooth pode ser necessário. No ecossistema Apple, as Chaves do iCloud precisam estar ativas. O Google lista Chrome 109 ou posterior, Safari 16 ou posterior, Edge 109 ou posterior e Firefox 122 ou posterior como navegadores compatíveis na mesma documentação.

Como entrar no computador usando a passkey do celular

Esse recurso é útil quando a passkey está no telefone, mas você quer acessar o Gmail ou outro serviço do Google no notebook:

  1. Abra a página de login do Google no computador e informe seu e-mail.
  2. Escolha Tentar de outro jeito e depois Usar a chave de acesso.
  3. Leia o QR code exibido na tela com o celular.
  4. Ative o Bluetooth se o sistema solicitar.
  5. Confirme a identidade no telefone com biometria, PIN ou outro bloqueio de tela.

Depois que a combinação entre computador e celular for reconhecida, o login pode ficar mais rápido. Se o QR code não funcionar, confirme se os dois aparelhos estão próximos, com Bluetooth ativo e sistemas atualizados.

Passkey substitui a verificação em duas etapas?

Em uma Conta do Google com verificação em duas etapas, a passkey pode permitir que você ignore a segunda etapa em determinados logins, porque o dispositivo já confirmou sua posse e o desbloqueio. Isso não quer dizer que você deva desativar a proteção da conta.

Para contas do Google Workspace, a regra pode ser diferente: o administrador pode impedir o login apenas com passkey. Nesse caso, a chave pode continuar disponível como segundo fator, opção de recuperação ou confirmação para ações sensíveis. Em empresas, a política do administrador vem antes da configuração individual.

Se a sua dúvida é escolher entre passkey e código temporário, vale entender também o papel do autenticador tradicional. O guia do Google Authenticator publicado pelo JSMS ajuda a comparar esse método com o fluxo sem senha.

O que fazer se perder ou trocar de aparelho?

Entre na Conta do Google por outro dispositivo, abra as opções de login e remova a passkey associada ao celular perdido ou roubado. Revise também a lista de aparelhos conectados e encerre sessões que você não reconhece. Se a passkey tiver sido criada por um gerenciador de credenciais de terceiros, ela pode precisar ser removida nele também.

Não dependa de uma única forma de acesso. Mantenha um método de recuperação atualizado, guarde os códigos de backup da verificação em duas etapas em local seguro e considere uma segunda passkey em outro aparelho pessoal ou em uma chave de segurança FIDO2. A redundância evita que a proteção vire um bloqueio contra o próprio dono.

Problemas comuns e como resolver

  • A passkey não aparece: ative o bloqueio de tela, atualize o sistema e confira se está na Conta do Google correta.
  • O celular não é encontrado no computador: aproxime os dispositivos, ligue o Bluetooth e tente novamente pelo botão de outras opções.
  • A opção sumiu no Workspace: peça ao administrador para verificar a política de login e de verificação em duas etapas.
  • Você criou a chave no aparelho errado: remova-a imediatamente na página de passkeys e encerre a sessão do dispositivo.
  • O login falha no navegador anônimo: tente uma janela comum, porque alguns sistemas e navegadores limitam passkeys nesse modo.

Perguntas frequentes

Passkey é a mesma coisa que senha salva?

Não. A senha salva é um segredo que pode ser preenchido e, em alguns casos, capturado. A passkey usa um par de chaves criptográficas e a confirmação do dispositivo.

O Google recebe minha impressão digital?

Não. Segundo a documentação do Google, a biometria usada para desbloquear a passkey permanece no aparelho e não é compartilhada com a empresa.

Posso usar uma passkey do iPhone em um computador Windows?

Sim, quando o serviço, o navegador e os aparelhos são compatíveis. No login do computador, escolha usar uma chave de acesso, leia o QR code com o iPhone e confirme a identidade no celular.

Devo apagar minha senha depois de criar a passkey?

Não necessariamente. A passkey pode ser o método preferencial, mas mantenha recuperação e outros fatores configurados até confirmar que consegue entrar por mais de um caminho.

Celular usado como exemplo de dispositivo que pode guardar uma chave de acesso
O bloqueio de tela do celular é a confirmação local usada para liberar a passkey.